Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

6 Fevereiro 2019

6 de Fevereiro Campanha MGF

Hoje, dia 6 de fevereiro, por ocasião do Dia Internacional da Tolerância Zero Contra a Mutilação Genital Feminina, é lançada a campanha «Não corte o futuro!».

A nova campanha do Governo pretende alertar para as consequências desta prática tradicional nefasta no bem-estar e na saúde de meninas e mulheres, mobilizando organizações e profissionais para o trabalho que é preciso fazer concertadamente para a sua erradicação.

Houve 63 registos de mutilação genital feminina (MGF) detetada por profissionais de saúde em 2018, sendo que em todos estes casos a mutilação foi praticada fora de Portugal e, em alguns casos, muitos anos antes de ter sido detetada.

Segundo Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, “Não podemos fechar os olhos à mutilação genital feminina enquanto soubermos que existem mulheres ou meninas em risco. É preciso um trabalho ativo de prevenção na saúde, na educação, na justiça, na segurança social e noutras áreas; temos também de arrancar as várias camadas de invisibilidade que pesam ainda sobre as mulheres e o seu direito à saúde e à sexualidade.”

A campanha é promovida pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, pelo Alto Comissariado para as Migrações e pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, em parceria com dez organizações da sociedade civil: Associação Corações com Coroa; Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa; AJPAS – Associação de Intervenção Comunitária, Desenvolvimento Social e de Saúde; Associação dos Filhos e Amigos de Farim; Associação Mulheres Sem Fronteiras; Associação para o Planeamento da Família; INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal; P&D Factor – Associação para a Cooperação sobre População e Desenvolvimento; União das Mulheres Alternativa e Resposta; e Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança (Guiné-Bissau). O grafismo foi concebido pela designer Neusa Trovoada, do INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal.

(Fonte: www.cig.gov.pt)

MGF em números 2019