Contraceção de emergência

O que é?
A contraceção de emergência (CE) é um método para prevenir a gravidez, que pode ser utilizado até 120 horas (5 dias) após relações sexuais consideradas desprotegidas, ou seja: 

  • Quando não foi utilizado qualquer método contracetivo;
  • Quando ocorre falha do método utilizado ou uso incorreto do mesmo (ex: o preservativo rompeu, saiu ou ficou retido na vagina, houve falha na toma da pílula, o DIU deslocou-se, houve erro no cálculo do método do calendário...); e 
  • Em situações de violação. 


Como atua?
•    Bloqueia ou atrasa a ovulação (a saída do óvulo do ovário);
•    Impede a fertilização (o encontro do espermatozoide com o óvulo); e
•    Impede a nidação (implantação do ovo na parede do útero).

Que tipos de contraceção de emergência existem?

   Hormonal (também conhecida como “pílula do dia seguinte”), pode ser:

  • Pílula com Acetato de Ulipristal: de venda livre em farmácia, toma única, a ser utilizada até 120 horas (5 dias) após a relação sexual de risco;
  • Pílula com Levonorgestrel: de venda livre, toma única, até 72 horas (3 dias) após a relação sexual de risco.

   DIU - Dispositivo Intrauterino com Cobre
   A sua colocação tem de ser feita por um profissional de saúde com essas competências, o mais cedo possível e até 120 horas (5 dias) após a relação sexual de risco.

Quais os efeitos secundários?
Poderão não existir efeitos secundários, mas os mais comuns são:

  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Hemorragias irregulares; e
  • Tensão mamária, dores de cabeça, sensação de cansaço.

O que é importante saber:

  • É menos eficaz que os métodos contracetivos, pelo que não deve ser um método de uso regular;
  • Não é um método abortivo;
  • Não afeta a fertilidade;
  • A seguir à utilização da CE, deve procurar aconselhamento contracetivo e usar de imediato um método de contraceção seguro caso existam relações sexuais;
  • É sempre importante fazer um teste de gravidez (à urina, 3 semanas depois da relação sexual desprotegida);
  • A menstruação/hemorragia, após a toma da CE, pode antecipar-se ou atrasar-se;
  • A pílula de Levonorgestrel pode ser obtida gratuitamente nos centros de saúde e hospitais;
  • A pílula de Levonorgestrel é de venda livre nas farmácias (não precisa de receita médica);
  • A eficácia da pílula de Levonorgestrel depende da precocidade da toma, o que significa que é tanto mais eficaz, quanto mais rapidamente for tomada;
  • A pílula de Levonorgestrel não tem contraindicações, pelo que todas as mulheres a podem utilizar em caso de necessidade;
  • A pílula com acetato de Ulipristal é mais eficaz do que a pílula de Levonorgestrel;
  • Pode ter efeitos secundários transitórios.

Uma mulher que não possa tomar a pílula contracetiva, pode utilizar a contraceção de emergência (CE)?
Sim, porque a contraceção de emergência feita com pílula de Levonorgestrel consiste numa única dose hormonal e não tem estrogénios. Em todo o caso, consulte um profissional de saúde.

Quando se deve iniciar um método de contraceção após a toma de CE?

  • Caso pretenda começar um método hormonal (pílula, anel, adesivo), pode fazê-lo no dia a seguir à toma da CE, devendo recorrer simultaneamente um método adicional (abstinência jejum ou preservativo) durante 7 dias;
  • Se estiver a utilizar um método hormonal (pílula, anel, adesivo) e ocorrer uma falha no uso, pode retomar a sua utilização no dia seguinte à toma da CE, devendo utilizar um método adicional (abstinência sexual ou preservativo) durante 7 dias; e
  • Não é necessário esperar pela menstruação/hemorragia.

Como é possível saber se ocorreu gravidez?
É sempre importante fazer um teste de gravidez (à urina, 3 semanas depois da relação sexual desprotegida).