Diagnóstico e Tratamento
Diagnóstico
Tratamento e acesso aos cuidados
Diagnóstico
Todas as pessoas devem fazer o teste do VIH. Mas este torna-se ainda mais necessário se se verificarem comportamentos de risco, como:
- relações sexuais desprotegidas, i.e., sem preservativo
- partilha de seringas ou outro material de injecção de drogas
- contacto com sangue de outra pessoa
Como funciona o teste de diagnóstico
O diagnóstico faz-se a aprtir de análises sanguíneas específicas para o VIH. Esta análise detecta os anticorpos que o sistema imunitário produz contra o vírus, ou mesmo o próprio vírus.
Caso tenha havido comportamento de risco, a colheita de sangue deve ser efectuada apenas 3 a 10 semanas após o contacto, não podendo existir uma certeza sobre os resultados nos primeiros 3 meses após o contágio. As primeiras análises a uma pessoa infectada pelo vírus podem dar um resultado negativo, se o contágio foi recente. Por estes motivos, e na dúvida, o teste deve ser repetido passados 3 meses.
Pode pedir ao seu médico de família ou médico assistente que prescreva o exame. Outra opção passa por fazer o teste (anónimo, confidencial e gratuito), num CAD - Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH/SIDA.
Tratamento e acesso aos cuidados
Não há ainda uma cura para a infecção pelo VIH e SIDA. Os tratamentos passam pela administração de uma terapêutica anti-retrovírica bastante eficaz.
Em Portugal, esta terapêutica é gratuita e de distribuição hospitalar, basta que as pessoas seropositivas sejam referenciadas junto dos serviços, sendo marcada uma primeira consulta médica.
O tratamento com medicamentos anti-retrovíricos deve ser acompanhado desde o início de modo a aumentar a adesão dos doentes.
Para além do acesso a terapêuticas, a pessoa infectada necessita também de apoio psicológico.
O diagnóstico de infecção por VIH provoca um conjunto de emoções com as quais pode ser difícil de lidar: ansiedade, negação, depressão, medo. O apoio psicológico e aconselhamento é, assim, fundamental para garantir o bem-estar dos seropositivos.
Para além dos serviços hospitalares, também algumas Organizações Não Governamentais (ONG) ou Instituições Portuguesas de Solidariedade Social, disponibilizam consultas de aconselhamento a pessoas infectadas. Consultar lista de organismos.
A Segurança Social prevê mecanismos e serviços de apoio social nas seguintes áreas:
Atendimento / Acompanhamento Social - Destina-se a informar, orientar, encaminhar e apoiar indivíduos e famílias.
Apoio Domiciliário - Assegura a prestação de cuidados individualizados e personalizados no domicílio a pessoas ou famílias que não possam assegurar, temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas e/ou as actividades da vida diária.
Residência - Equipamento destinado a pessoas infectadas pelo HIV/SIDA em ruptura familiar e desfavorecimento sócio-económico. Pretende-se que o ambiente destas residências, que deverão alojar entre cinco e dez pessoas, se aproxime o mais possível do de uma unidade familiar.












